Resenhas

Cults – Static

Fim do relacionamento de Brian e Madeline parece ter influenciado na sonoridade da banda, o que fez o novo disco soar mais sublime que o trabalho de estreia

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Ano: 2013
Selo: Columbia Records
# Faixas: 11
Estilos: Indie Pop, Dream Pop
Duração: 34:56
Nota: 3.5
Produção: Cults, Shane Stoneback
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fstatic%2Fid692818113

Em apenas três anos de existência, Cults está de volta com seu segundo disco de estúdio. Static reapresenta o seu som Dream Pop encantador e de fácil audição em 11 novas faixas que chegam mais sublimes e menos agressivas do que as encontradas no disco de estreia da banda.

Se anteriormente víamos um Cults mais energético, agora a receita é tida com uma bateria seca somada ao grave bastante presente para uma canção Pop e o delicioso e encantador vocal de uma Madeline mais calma. O duo consegue fazer canções melodiosas com os vocais e com uma base sólida com os instrumentos, mas sem que soem simplórias e passem batidas. E tudo na medida certa.

Tal fato se mostra ainda mais agora nesse segundo trabalho, que traz inclusive elementos para além do comum, com inclusão de órgãos na introdução da faixa *Keep Your Head Up* e com o lindo vocal nos moldes de coral na curta faixa introdutória ao álbum, I Know, que já cativa o ouvinte e o faz se elevar em espírito. Curioso notar como a banda sabe trabalhar diferentes nuances. Se a faixa de abertura da obra é carregadamente etérea e sublime, sua sucessora, I Can Hardly Make You Mine e Shine a Light, trazendo uma carga mais densa com um pé num Blues Psicodélico nas linhas de baixo. Além disso, temos as baladas mais emotivas, como Always Forever e No Hope, e a versão mais animada para esse modelo, que fica a cargo da bela We’ve Got It .No entanto, tudo gira em torno da receita anteriormente citada, o que indica que a banda até chega buscar umas diferenciações durante a obra.

Desse modo, vemos uma saída da banda de sua zona de conforto, o que pode ser encarada tanto como uma mudança voluntária ou por questões pessoais, já que temos dois modos de ouvir Static.

O primeiro é apenas dando o play e ouvindo. O outro, é saber que Brian e Madeline tinham terminado seu relacionamento pouco ante das gravações do disco, e assim o gravaram como recém ex. O resultado acabaria sendo uma incógnita, visto que tal acontecimento poderia influenciar negativamente no clima entre os dois nas gravações e composições. Porém, felizmente, o resultado final foi incrível, mostrando que a música supera tudo, e ajuda a superar.

Afirmar que o término de um relacionamento foi o responsável pelo duo tirar um pouco pé em suas canções em Static não pode ser cem por cento confirmada. Entretanto, se por esse motivo ou algum outro, o que se sabe é que vimos um Cults mais sublime, e que agradou bastante, mostrando uma nova roupagem para suas canções. Agora fica a questão de para onde o não mais casal vai se orientar para compor suas novas músicas.

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ARTISTA: Cults
MARCADORES: Dream Pop, Indie Pop

Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).