Resenhas

Florrie – Sirens

Quarto compacto mostra-se mais como um hobby da cantora do que uma obra musical

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Ano: 2014
Selo: Xenomania
# Faixas: 5
Estilos: Pop, Eletrônica, Electro Pop
Duração: 17:01
Nota: 2.0
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fsirens-ep%2Fid824942957%3Fuo%3D4%26partnerId%3D2003

Foi lá em 2010 que a renomada modelo internacional Florrie resolveu pensar fora da caixinha e aproveitar parte do tempo livre em que não estava nas passarelas pra dedicar-se à música. De lá pra cá, Florence Arnold seguiu divulgando EPs quase todos os anos e agora chega a seu quarto registro, Sirens.

Já tendo se aproximado mais do Rock em seu trabalho de estreia, Introduction, de maneira não tão aprofundada, Florence agora transita por novos territórios ainda sem se arriscar demais. A canção de abertura, Seashells, é o carro-chefe do compacto, apresentando instrumentos que remetem a sonoridades árabes, que podem vir de referências a nomes como M.I.A. e Elliphant, mas tem a estrutura mais Pop possível, do que diverte, mas que não agrega nada de muito relevante ou exponha uma imersão e envolvimento da artista com aquilo.

Diferente da composição que inicia, Florrie dá uma continuidade ligeiramente preguiçosa através das músicas Free Falling e Wanna Control Myself, que apoiam-se em bases eletrônicas dançantes e vocais um tanto repetitivos e com uma estrutura que tenta fugir do óbvio, mas que de fato, repete a teoria de nomes como Marina & The Diamonds e Charli XCX, só que apoiada numa continuidade que mais enjoa do que envolve.

O extended play é finalizado com dois remixes de faixas já apresentadas antes e seguem a mesma linhagem da previsibilidade, que não renova e parece ao mesmo tempo apenas mais um combo de remixes encomendados pra preencher espaço. No fim das contas, chega-se à ideia de que provavelmente para Florrie a atividade seja um de seus grandes prazeres entre os intervalos de grandes temporadas de moda ou até mesmo uma maneira de gerar um capital a mais por mês. Sem grandes pretensões, Florence Arnold pretende de fato divertir seu público e traz e vende o ideal de emplacar nas pistas de dança, mas, em muitos momentos, não passa de uma música de transição entre os grandes hits da noite.

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ARTISTA: Florrie

Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.