Resenhas

Gaax – Campo dos Sonhos

Projeto faz seu primeiro lançamento em formato trio e acerta em obra sincera e jovial

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Ano: 2015
Selo: Transfusão Noise Records e Pug Records
# Faixas: 14
Estilos: Lo-Fi, Rock Alternativo, Noise
Nota: 4.0
Produção: Lê Almeida e João Casaes
SoundCloud: /tracks/184228819

Gaax, projeto do carioca Felipe Oliveira, vem em formato trio para Campo dos Sonhos, com João Casaes no baixo e Lê Almeida (sim, ele mesmo) na bateria, e o resultado é um pequeno tesouro da estética do Rock Alternativo dos últimos vinte e poucos anos todo cantado em português.

Produzido pelo baixista e pelo baterista, o disco é pura sinceridade tanto nas letras, quanto naquela cara meio Lo-fi que já esperávamos dele. Seus elementos, entretanto, estão bem organizados para que essa opção estética não roube a atenção por si só, mas apareça na construção desse aspecto honesto que ronda a obra.

Seu maior mérito está – como, talvez, todo disco devesse fazer – concentrar-se em ótimas faixas para criar um repertório cheio de boas surpresas, como Talvez, Frio e a candidata a hit underground Mega Boy. Sabe quando você comemora uma música logo nos seus primeiros acordes em um show, aquela sensação de “oba, eu gosto dessa”? Você tem a mesma resposta aqui logo na segunda vez que ouve Campo dos Sonhos.

Conforme revelou em entrevista, o intuito de Felipe era experimentar estas composições em formato de banda. Logo à primeira vista (ou audição), o ouvinte já percebe que a experiência deu muito certo. Nas vezes que se seguem, a certeza de que estamos diante de um grande trabalho só aumenta. Com canções curtinhas, no geral, Campo dos Sonhos mostra Gaax em contato com a jovialidade que o Rock tem em seu DNA e com o carisma de escolhas estéticas sinceras, do tipo que te deixa ansioso para ir a um show.

Imperdível. Ouça e recomende.

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BOM PARA QUEM OUVE: Sebadoh, Yo La Tengo, Sonic Youth
ARTISTA: Gaax, Lê Almeida

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.