Resenhas

Indians – Somewhere Else

Com boa estreia, músico traz sonoridade delicada e se mostra no caminho correto. Mesmo que misture tantas referências, ainda consegue ser simples

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Ano: 2013
Selo: 4AD
# Faixas: 10
Estilos: Folk, Eletrônica
Duração: 45:21
Nota: 3.0

Das terras frias da Escandinávia, o dinamarquês Søren Løkke Juul, que atende pelo nome artístico de Indians, é um novo nome na cena musical. Lançando neste primeiro mês de 2013 o seu álbum de estreia, Somehwere Else, o músico traz uma mistura harmoniosa e branda que irá agradar os ouvidos de fãs de sons mais delicados e carregados de sentimentos, tanto os de Bon Iver quanto de The Shins.

O músico trabalha bem com elementos de Folk e do Clássico, com o violão e o piano, respectivamente, juntos de um eletrônico etéreo. Vale ressaltar que, apesar das diferentes referências musicais citadas, Indians consegue fazer transições suaves, sem tornar essas alterações de maneira abrupta durante o disco, fazendo uma obra muito bem construída e organizada.

O single, e agora sétima faixa, Cakelakers, que foi lançado como uma degustação do trabalho completo do disco, nos mostrou o lado mais energético, que, com uma pegada mais Folk, com um violão e voz mais fortes, se torna um dos pontos mais altos e animados de todo o álbum. Já na sessão mais intimista, temos as faixas Bird com seu belo piano, New, que abre o disco, e Reality Sublime com suas camadas feitas com ecos e reverbs, dando a tônica etéra eletrônica à obra. Para fechar, a faixa que dá nome ao disco se mostra sublime, com uma queda e uma explosão sonora muito bem executadas.

Dando os primeiros passos com Somewhere Else, Indians mostra que está no caminho correto, e, mesmo ainda distante de grandes nomes, apresenta um som interessante, principalmente ao mostrar um trabalho bem feito ao lidar com diferentes referências musicais, mesmo que resulte numa obra ainda simples.

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BOM PARA QUEM OUVE: The Shins, Lower Dens, Bon Iver
ARTISTA: Indians

Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).