Resenhas

Moko – Black EP

Soul de classe e arranjos eletrônicos minimalistas permeam registro inicial da inglesa misteriosa, que já começa muito bem em seu debut

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Ano: 2013
Selo: MTA Records
# Faixas: 4
Estilos: Minimal, Soul, Eletrônica, Trip-Hop
Duração: 16:09
Nota: 4.0
Produção: Diane Nadia Adu-Gyamfi / Tommy Paterson / Sam Stubbings
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fblack-ep%2Fid7203630

Foi através de uma introdução misteriosa e impactante no primeiro semesntre de 2013 que Moko chamou atenção desde seu primeiro single. A inglesa já até mesmo garantiu aparições em palcos menores de grandes festivais como Glastonbury e participações especiais em faixas junto a nomes já um tanto conhecidos, como aconteceu ao emprestar sua voz ao duo de produtores Chase & Status na canção Count On Me.

A cantora que por enquanto segue apenas com sua alcunha artística revelou que começou cedo participando de corais com foco na música clássica e também vinculou-se a grupos vocais religiosos. Ela traz consigo influências diversas – uma boa síntese de nomes do Soul (principalmente Candi Station) e o tons minimalistas de nomes que situam-se em campos próximos ao seu, como de Massive Attack.

A mistura de ritmos Pop, a música negra e a estrutura eletrônica que pende ao Trip Hop fascinam a musicista desde seus 16 anos – e agora no alto de seus 21 a própria parece ter encontrado um interessante caminho para expor seu bom gosto através do EP Black. A sincronia das quatro faixas que preenchem o rápido compacto é inegável – as baladas obscuras preenchidas pelo efervescente timbre R&B de Moko vem embasadas em sentimento e confissões da jovem que alia todo seu potencial e técnica em marcantes hits sem perder sua leveza original.

Tanto Freeze, que abre o registro, quanto Hand on Heart percorrem por um caminho percussivo noventista que respalda em artistas tão ousadas como Erykah Badu e Lauryn Hill, já a estreante Summon The Strength e Heavy Cocaine ressoam como boas adaptações que transitam independente do tempo, seja aproximando-se de Aaliyah ou projetos etéreos ainda em ascenção, tal qual Jhené Aiko e BANKS. De forma geral, as tais composições amarram um bom pastiche de sintetizadores atuais e futuristas a vocalizações que vem como pontos contrastantes – uma equação bastante frequente de alguns anos pra cá, mas que consegue se diferenciar no debut de Moko, principalmente por emplacar músicas envolventes do começo ao fim e não beirar ao marasmo, tema um tanto demarcado quanto o minimalismo é a carta mestra do gênero abrangido.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.