Resenhas

The Smashing Pumpkins – Oceania

Billy Corgan não consegue resgatar as melhores qualidades de sua banda em um disco apenas morno

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Ano: 2012
Selo: EMI
# Faixas: 12
Estilos: Rock Alternativo, Rock Psicodélico
Duração: 60:02
Nota: 2.5
Produção: Billy Corgan, Bjorn Thorsrud

Temos Billy Corgan. Mas temos The Smashing Pumpkins?

A expectativa para a chegada de Oceania era relativamente grande por uma boa parte de fãs da banda ou de Rock em geral. O disco vinha como novo material de estúdio desde o Zeitgeist de 2007 – isso não considerando os dois volumes do projeto paralelo Teargarden by Kaleidyscope de 2009, do qual este novo lançamento acaba fazendo parte.

Pois bem, podemos dizer que a estreante na banda, Nicole Fiorentino, debutou em um disco que não atendeu a toda a essa expectativa. Oceania apresenta faixas que relembram sim os Smashing Pumpkins que conhecemos de longa data, mas sente-se falta daquele “quê”, daquela essência que sentíamos antes ao colocar o play em uma música da banda de Corgan – que nesse disco só aparece em quatro faixas: Quagar, Panopticon com sua “energia Pumpkin” e em The Celestial e Oceania com a “leveza Pumpkin”. As demais músicas ficaram com aspecto morno. E esse meio termo incomoda. Com isso, o disco não apresenta um equilíbrio nas faixas, já que as “melhores” se apresentam na primeira metade, deixando a segunda mais vaga. Esperávamos algo a mais de Corgan.

Não podemos dizer que o álbum é de todo mau. Há sim músicas interessantes, mas nada que leve o ouvinte a tomá-la como favorita ou fazê-lo ouvir repetidas vezes, como acontecia com as principalmente nos excelentes Siamese Dream, no duplo Mellon Collie and the Infinite Sadness (em seus dois discos, diga-se de passagem), ou em Adore.

É claro que uma banda pode tomar rumos e influências diferentes em seu som, mas analisando com o olhar que tínhamos até então dos Smashing Pumpkins, o lançamento não soa tão interessante quanto os anteriores. Pode ser, e creio fortemente que seja isso, fruto das novas experimentações da banda com o projeto Teargarden by Kaleidyscope que tem uma levada mais intimista, o que pode ser observado em boa parte das músicas de Oceania – principalmente na primeira metade das faixas. Experimentar e inovar são direitos do artista, mas nem sempre se acerta. Ou se acerta para si mesmo e não para o ouvinte.

E quanto à frase “I’ll piss on Radiohead”, dita por Corgan, posso dizer: “Pega leve, Billy”- porque, com esse disco, creio que fica difícil ter moral para afirmar algo assim agora.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).