Melhores Estreias de 2012

Confira nossa lista dos destaques entre os artistas que tiveram seus primeiros trabalhos lançados nesse ano

5,589 total views, 1 views today

Se você já acompanha o Monkeybuzz desde o início, já sabe que nosso principal objetivo é encontrar as melhores novidades do mundo da música e apresentá-las a vocês. Nossa equipe valoriza muito o que é novo, o que está surgindo agora, por isso decidimos destacar em uma lista exclusiva os artistas que estrearam neste ano.

Essa lista contempla artistas que não necessariamente estrearam completamente em 2012, lançando seu primeiríssimo trabalho no ano, e sim artistas que lançaram seu primeiro EP ou primeiro álbum e que nossa equipe considera que foi o ano que será lembrado como o surgimento deles. É excelente conhecer artistas desde o início e é por isso que temos um carinho especial com essa seleção e esperamos continuar ouvindo falar de todos daqui muitos anos e lembrar que todos eles começaram no mesmo ano que o Monkeybuzz foi ao ar.

25. METZMETZ

METZ

Os 30 minutos que formam esse disco são resultado de uma incontrolável vontade de tocar o mais alto e rápido possível, fazendo desta estreias uma das mais potentes do ano.

24. Lucy RoseLike I Use To

Lucy Rose

A estreia da inglesinha mais querida de 2012 pode ser resumida como onze belas canções de puro sofrimento e melancolia embaladas por sua doce e encantadora voz.

23. HowlerAmerica Give Up

Howler

Aposta certa para 2012, o quinteto não fez feio ao apresentar seu primeiro disco, que carrega uma mistura entre Garage Rock, Surf Rock e muita sujeira, ao mundo. Fez isso sem parecer sentir o peso que a mídia colocava sobre seus ombros.

22. KindnessWorld, You Need a Change of Mind

Kindness

Adam Bainbridge faz sua parte para vivermos em um mundo melhor ao lançar um disco que parece conversar com o ouvinte sobre boa música. Soma-se isso a ótimos vídeos, dirigidos pelo próprio músico, e temos uma das figuras mais interessantes de 2012.

21. The LumineersThe Lumineers

The Lumineers

Trilha sonora para qualquer momento, perfeita para quando se está em um pub bebendo com os amigos, ou ainda para quando se está ouvindo o disco sozinho em seu quarto. Assim é a estreia do quinteto norte-americano.

20. Father John MistyFear Fun

Father John Misty

O repertório adquirido por J. Tillman quando baterista da Fleet Foxes o ajudou a compor e arranjar as músicas de seu primeiro disco solo, no qual uma guitarra sempre presente brilha em meio a harmonias roqueiras que só o passado em uma banda Folk poderia lhe dar.

19. Astronauts, Etc.Supermelodic Pulp

Astronauts, Etc.

Anthony Ferraro é iniciante na carreira musical e apesar de ter plena formação musical clássica, o músico preferiu se dedicar ao segmento eletrônico e se saiu muito bem na estreia com o trabalho Supermelodic Pulp. Passeando entre o Dream Pop e o Synthpop, Ferraro promove uma viagem plenamente relaxante através de sua noções acadêmicas do som reinventadas a seu gosto em particular.

18. Laura MvulaShe EP

Laura Mvula

A inglesa Mvula sempre esteve cercada pela música. Na época em que era apenas a secretária de um conservatório e absorvia todas as referências pelos ouvidos, mal sabia ela que viria a despontar no futuro com tais noções readaptadas para um Pop Minimalista. O trabalho de cinco faixas intitulado como She abre os caminhos de Laura para um rumo assertivo: Os vocais vem em refrões marcantes, típico do gênero Pop, e mesclam-se a arranjos grandiosos, assimilando-se a momentos mais clássicos, tudo feito com plena precisão e equilíbrio. Não é a toa que a cantora está entre as apostas da BBC Sound of 2013.

17. Jake BuggJake Bugg

Jake Bugg

Ainda que exageradas as comparações com o grande mestre Bob Dylan, a estreia desse garoto de apenas 18 anos consegue arrancar elogios que vão muito além destas comparações

16. Night MovesColored Emotions

Night Moves

O trio de Minneapolis prova que inexperiência nem sempre é sinal de imaturidade em disco inundado de influências retrô, mas que unidas conseguem se manter contemporâneas o suficiente para alcançar um lugar de destaque na nova cena da Psicodelia.

15. Gary Clark Jr.Blak and Blu

Gary Clark Jr.

Não foi apenas o Monkeybuzz que viu em Gary Clark Jr. como um ótimo novo nome da música, o mesmo foi identificado pela lenda Eric Clapton, que escalou o músico para abrir seus shows da turnê sulamericana. Os elogios podem ser observados em seu disco de estreia, onde Gary mostra muita técnica em tocar sua guitarra em ritmos blueseiros com doses de alma vindas do R&B.

14. PoliçaGive You The Ghost

Poliça

Misturando Eletrônico, Rock e R&B, o Poliça se apresentou um som bem equilibrado entre os diferentes estilos, que juntamente com a voz de Channy Leaneagh, passa nas faixas de Give You The Ghost uma atmosfera que envolve e cativa o ouvinte.

13. Purity RingShrines

Purity Ring

O Dream Pop vive também um bom momento em seu estilo, e tem se renovado a cada ciclo anual acrescentando aos poucos referências diversas e desdobrando-se em momentos mais obscuros e quietos, sem deixar de lado as batidas rítmicas e sequenciais. Caminhando quase que em paralelo a Grimes, a Purity Ring também contribuiu com a fusão da sonoridade sintetizada docemente com as batidas fortes em uma vertente mais sombria. Apesar desse destaque ter se voltado mais a Claire Boucher, o duo Megan James e Corin Roddick vem numa vertente mais melódica e pensada que promete render um futuro mais sólido a longo prazo.

12. O Terno66

O Terno

O trio paulistano d’O Terno estreou e já ganhou nossa atenção com sua mistura do Rock Psicodélico com toques modernos e atuais e letras irreverentes. Com influências de Cream e Jimi Hendrix, o grupo traz em seu disco de estreia 10 faixas tecnicamente e liricamente bem compostas.

11. CambrianaHouse Of Tolerance

Cambriana

Freak Folk, Chillwave e Indie Pop estão presentes na receita para essa mistura única que a banda faz. Tratando cada faixa de maneira diferenciada, nasce um disco multifacetado, aventureiro e, sobretudo coerente.

10. Half Moon RunDark Eyes

Half Moon Run

Disco de estreia do trio canadense mostra que idade e maturidade nem sempre andam juntas e faz isso através de belíssimas composições que tem como base a mistura entre o Folk e o Rock Alternativo.

9. Jessie WareDevotion

Jessie Ware

Beirando a fase balzaquiana, a bem nascida Jessie Ware iniciou sua dedicação a música de forma figurativa, emprestando suas vocalizações pontuais a nomes da música eletrônica como SBTRKT, Sampha e Joker. Notando que podia ir além do que havia feito apenas como apoio aos outros, Ware rumou em sua própria direção lançando seu primeiro disco intitulado como Devotion, mais um passo a frente para o desmembramento do R&B: Vocalizações suaves do Soul recheadas de uma instrumentação mesclando traços entre o acústico e o eletrônico apontaram sua eficiência e coesão em alta escala, a elevando a padrões de grandes nomes do gênero e traçando o início de uma bela carreira.

8. Matthew E. WhiteBig Inner

Matthew E. White

Em sua estreia, o cantor traz uma mistura de Folk com Soul que eleva o estado de espírito de seus ouvintes em uma viagem sinestésica e bucólica pelas paisagens sonoras criadas pelo músico.

7. HaimForever

Haim

Essa pequena amostra do que as irmãs sabem fazer foi o suficiente para criar expectativa para o que elas produziriam a seguir. As três, faixas que até então eram as únicas, trazem uma boa mistura do retrô com o novo e apontam para um futuro promissor dessas garotas.

6. Onagra ClaudiqueA Hora e a Vez de Onagra Claudique

Onagra Claudique

Dois rapazes sob um nome difícil de decorar – e que desperta os olhares mais curiosos de quem tenta entender o nome da banda quando você o fala – fizeram um dos EPs mais ternos e curiosos do ano, uma pequena joia amigável capaz de despertar um novo sorriso à cada audição que nos deixa curiosos para ver o que o futuro reserva à banda.

5. Filipe C.Silence

Filipe C.

Em sua estreia solo, o músico criou uma obra que consegue ser “conceitual” sem perder sua veia Pop. Com um instrumental muito rico, Filipe fala sobre início, meio e fim de relacionamentos em melodias que, felizmente, sabem grudar nos ouvidos.

4. Melody’s Echo ChamberMelody’s Echo Chamber

Melody’s Echo Chamber

Em seu primeiro disco a francesinha Melody Prochet dá ao Rock Psicodélico sua versão caleidoscópica e sonhadora, que com ajuda de Kevin Parker (Tame Impala), cria um novo cenário e explora novas paisagens lisérgicas.

3. Alabama ShakesBoys & Girls

Alabama Shakes

Muito sempre é dito sobre as referências que a banda de Brittany Howard faz ao passado e como dialogo tão bem com o som contemporâneo, mas a verdade é que nada disso teria tanta importância se o som que esses músicos estreantes fizeram em seu Boys & Girls não fosse da mais alta qualidade – e é isso o que coloca o grupo entre os Melhores.

2. Alt-J (∆)An Awesome Wave

Alt-J (∆)

Existe uma grande dificuldade em classificar o som deste quarteto inglês, tamanha a fusão de estilos e influências que traz ao seu primeiro disco. Porém o faz com maestria e cria um aglomerado sonoro que quebra barreira entre o experimental e o Pop, aparecendo com uma das grandes surpresas do ano.

1. Frank OceanChannel Orange

Frank Ocean

Apesar de cronologicamente o músico Frank Ocean ter lançado sua primeira mixtape no ano passado, o ano de 2012 certamente foi marcado pelo disco Channel ORANGE criado pelo cantor. Implantando um passo a mais no desdobramento do R&B, as canções de Ocean vem em forma mista entre vocais direcionados ao Soul puro e arranjos marcados pela modernidade providenciada pelos gêneros eletrônicos. Tudo isso devidamente embrulhado pela bela polêmica da qual o rapper ter assumido a homossexualidade publicamente trouxe os olhos da mídia e da crítica de forma vasta, que acabou se encantando pela produção musicalmente intensa do próprio.

5,590 total views, 2 views today

Autor: