The Smashing Pumpkins (Ou A Nova Banda de Billy Corgan)

Banda faz show para um público bastante específico, mas ainda sim diverte todos

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Cinco anos separavam esta e a última turnê que Smashing Pumpkins fez no país e as coisas não estavam muito diferentes: muita gente queria ver o grupo, mesmo que isso significasse ver um quarto da formação original da banda. Embora concorrentes de peso estivessem em outros palcos no mesmo horário, era possível perceber um determinismo forte das pessoas chegarem o mais perto possível logo depois que Young The Giant deixou o palco. A questão que ficava era como o setlist seria distribuído, já que se trata de uma banda com muitos anos de carreira e discos bem distintos entre si. É claro que muitos gostam das composições mais recentes da banda, mas é impossível negar o fato de que muitas pessoas estavam lá para ouvir as canções mais antigas do grupo.

Dito e feito, Billy Corgan começou o show com o clássico Cherub Rock, do disco Siamese Dream, para pescar a atenção de todas as pessoas que se fascinavam mais pelo começo da carreira de The Smashing Pumkins. O que parecia ser apenas um toque, revelou ser uma tendência e vimos que o setlist foi muito bem construído para tanto divulgar músicas mais recentes como despertar uma nostalgia no público. Clássicos como Tonight, Tonight, 1979 e Bullet With Butterfly Wings foram ótimos destaques da apresentação, fato que acabou desviando um pouco o olhar crítico dos fãs para com a pouca presença de palco. Percebemos que Smashing Pumpkins é uma banda que aproveita muito bem a nostalgia que causa em seu público.

Entretanto, percebemos que, fora as músicas famosas e por termos Billy Corgan comandando essa “festa”, não existe muita coisa a mais que chame a atenção. O telão central do palco exibia apenas as imagens da banda, e por muito tempo o cameraman deve ter achado que o baixista Mark Stroermer (emprestado de The Killers) era o principal membro da banda, pois as gravações se concentraram nele por um bom tempo no começo do show. Ainda falando das participações especiais, também pudemos ver o peso e talento do ex-baterista de Rage Against The Machine e Audioslave, Brad Wilk.

O que percebemos é que tivemos um show bom, mas que dependia muito do nível de fanatismo do público e que, se não fosse por isso, teríamos um show bastante entediante da “nova banda de Billy Corgan”. Isso não é uma coisa ruim, afinal, o show é feito para quem curte a banda. Mas ainda fica a dúvida se a banda está na inércia do sucesso de seus discos passados ou se realmente quer propor alguma coisa nova para continuar ativa e buscar novos públicos.

Um excelente show para fãs assíduos da banda, mas uma apresentação boa para fãs não tão aprofundados.

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.