Resenhas

CSS – La Liberación

Fusão do dance-punk-reggae num disco que passeia entre o Indie Rock e o Electropop. Mais uma vez a banda consegue empolgar em diversos momentos, mas continua usando a mesma formula dos dois álbuns anteriores

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Ano: 2011
Selo: V2 Records
# Faixas: 11
Estilos: New Rave, Indie Rock
Duração: 41:10
Nota: 3.0
Produção: Adriano Cintra
Livraria Cultura: 22693312

Depois de mais de três anos só fazendo shows, o CSS volta ao estúdio e cria um álbum muito mais comportado que qualquer outra de sua carreira. La Liberación é o terceiro disco da banda, ainda com uma sonoridade entre o Eletropop e o Indie Rock, que conta ainda com uma fusão dance-punk-reggae. Suas guitarras e sintetizadores continuam na mesma pegada, mas esbarram novamente em letras simplistas bem ao estilo CSS.

Produzido mais uma vez por Adriano Cintra, os paulistanos demonstram nesse um cuidado maior com a produção, sendo muito mais polida e redonda que o Donkey e o seu primeiro trabalho. Melodias e o estilo Lovefoxxx de cantar seguem o mesmo padrão dos discos anteriores, suas idiossincrasias e voz quase infantil dão o tom mais uma vez ao disco.

CSS, que conseguiu mais sucesso fora do Brasil do que em seu próprio país, muito presente no surgimento da New Rave, mesmo não estando diretamente ligados ao movimento. Logo no seu primeiro trabalho, homônimo, fez um grande sucesso, com muitas músicas do disco aparecendo desde festas no BBB a jogos de vídeo game. Com seu segundo álbum, atingiram o posto de queridinhos do Indie Rock internacional e ajudaram a enterrar a New Rave no final de 2008 com o Donkey.

I Love You abre o disco e dá aquela impressão que teríamos um disco de Eletropop, mas logo entram as guitarras e a impressão é quebrada. O disco fica nessa disputa entre sintetizadores e guitarras, mas sem a energia característica da banda. Hits Me Like a Rock foi o primeiro single do disco e conta com a participação de Bobby Gillespie, do Primal Scream – faixa que traz certa nostalgia, com seus sintetizadores a lá anos 80 e seus “oh oh ohs”, mas que ainda assim não alcança a explosão que a banda tinha no seu debut . City Grrrl seguindo o que já foi feito em outros discos, aparece na trilha do The Sims 3.

Echo of Love é bem ao estilo pop do Talking Heads e a música que dá nome ao disco volta à explosão de energia característica do grupo, e, cantada em espanhol, revela um pouco da bipolaridade que se torna o disco. Ruby Eyes flerta mais com o Indie Rock dos anos 2000, lembrando muito os primórdios do The Strokes.

La Liberación ganha o posto de pior disco da banda, sem encontrar o caminho entre o Eletropop e o Indie Rock e, mais uma vez, preso à “fórmula de sucesso “ que revelou a banda pro mundo. Disco mediano que poderia, enfim, concretizar o potencial que estava sendo desenvolvido nos seus antecessores.

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BOM PARA QUEM OUVE: Yelle, The Ting Tings, Copacabana Club
ARTISTA: CSS
MARCADORES: Indie Rock, New Rave

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts