Resenhas

Grouplove – Spreading Rumours

Segundo álbum do quinteto de Los Angeles se apega a ritmos mais dançantes e investe em uma mudança de sua sonoridade original, principalmente deixando de lado o viés hippie

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Ano: 2013
Selo: Canvasback
# Faixas: 13
Estilos: Indie Pop, Synthpop, Pop Experimental
Duração: 50:06
Nota: 3.0
Produção: Ryan Rabin
SoundCloud: /tracks/95907712

O ditado diz “Em time que está ganhando não se mexe”, não é? Bom, o quinteto norte-americano Grouplove mexe em boa parte na sua sonoridade fundamental, mas também deixa muito daquela identidade festiva ainda presente em seu segundo álbum, Spreading Rumours. A maior diferença entre os dois discos me parece ser a perda daquele tom quase hippie de Never Trust A Happy Song, o que no fim das contas gera faixas um pouco mais engessadas, ainda que mais explosivas e tão divertidas quanto as deste primeiro álbum.

Explicando esse contrastante, beirando um conflito de adjetivos, em sua nova obra o quinteto parece mais preocupada em gerar hits e se adequar as pistas (gerando aí o tal aspecto engessado) do que criar seu potente Indie Pop, resultado de um misto de diversos gêneros e influências. Por mais que a banda consiga emplacar algumas destas faixas orientadas às noitadas, a audição completa do álbum se mostra não tão interessante quanto escutar faixas soltas em seu habitat natural, as pistas. Ouça Ways To Go e vai notar isso.

Por mais que o disco tenha boas faixas e que funcionem bem em baladas, nem todas são tão memoráveis quanto a explosiva Ways To Go (mais uma vez repetindo a fórmula de refrãos pegajosos cantados em parceria entre Christian Zucconi e Hannah Hooper criada nos primórdios da banda), a esquisitinha (e quase caribenha) Shark Atack e a quase Noise Pop Boderlines and Aliens. Nem todas conseguem imprimir sensibilidade de hits ou a sensação senso de novidade, nos fazendo passear por lugares comuns na carreira da própria banda ou de grupos com sons semelhantes (caso de Los Campesinos! e Tribes), como você pode notar em Still Still, Didn’t Have To Go e What I Know.

Outra mudança amplamente notada é o teor mais sintético desta obra. Por mais que o Synthpop estivesse presente em grande parte das canções de Never Trust A Happy Song, ele aparece em maior quantidade aqui, principalmente em faixas como I’m Whith You, Ways To Go, Shark Attack e Didn’t Have To Go. Ainda há aquela fusão com os timbres acústicos, mas de certa forma eles parecem ter sido deixados de lado e mais uma vez mudando uma característica marcante da primeira obra.

Mudanças são boas, fugir do que se espera ou se testar a atingir um novo objetivo é sempre bem vindo, mas parece que aqui a banda ficou ainda mais presa em sua zona de conforto, criando faixas que parecidas com o que já vimos antes ou que se relacionam fortemente com elas. Sem dúvida é mais um disco hedonista e divertido que vai embalar suas noitadas, mas dificilmente se estabelecerá como um dos melhores do ano.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts