Resenhas

Le Butcherettes – Cry Is For Flies

Banda paralela de Omar Rodriguez-Lopez lança segundo disco e vai ganhando identidade, muito em virtude da forte personalidade de Teri Gender Bender

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Ano: 2014
Selo: Nadie Sound
# Faixas: 11
Estilos: Garage Rock, Garage Punk
Duração: 41:12
Nota: 3.5
Produção: Omar Rodriguez-Lopez

Apesar da presença de Omar Rodiguez-Lopez como um dos integrantes, o destaque de Le Butcherettes é, e continua sendo, Teri Gender Bender. Se o ex-The Mars Volta e membro da recém resgatada At The Drive-In é o nome mais famoso do trio, aqui assumindo o baixo, a voz poderosa e cheia de sujeira e peso de Teri é o que faz desta uma banda para darmos a atenção. E, se assim fazíamos no primeiro disco do grupo – Sin, Sin, Sin – agora vemos ainda mais motivos, visto uma maior maturidade em Cry Is For Flies.

É com faixas como as “obscuras” Burn the Scab e My Child – essa com direito a sintetizadores/órgãos – , as garageiras The Gold Chair Ate The Fire Man e Blackhead (bela faixa bônus com participação de ‎Shirley Manson da banda Garbage) e com a dançante Poet From Nowhere que o trio da Cidade do México vai montando seu segundo disco. Com uma identidade garageira e densa, mas sem acabar acontecendo com muitas bandas, não cai na mesmice de modelos durante a execução da obra, e traz diferentes proposições para nossos ouvidos.

A banda não traz nada muito de novo do que já não se ouviu por aí e mistura algo entre The Kills, Hole, Yeah Yeah Yeahs e Deap Vally. Um quê de Blues, outro de Punk e um toque de Garage Rock e o resultado é digno de se pagar um ingresso de alguns dólares (ou melhor, pesos) para se ouvir o trio em alguma casa pequena e acolhedora por algum canto da cidade mexicana, ainda mais agora, com a banda – que é mesmo sendo só um projeto paralelo de Omar – já vai ganhando mais identidade e forma, muito por causa da forte personalidade da incrível Teri – que até rouba a cena de Omar.

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BOM PARA QUEM OUVE: Hole, Yeah Yeah Yeahs, The Kills

Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).