Resenhas

Phantogram – Voices

Entre Pop sombrio e Synthpop padrão, banda apresenta disco sem muitos pontos altos

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Ano: 2014
Selo: Republic Records
# Faixas: 11
Estilos: Eletrônica, Synthpop, Rock Eletrônico
Duração: 43:00
Nota: 2.5

O Synthpop enquanto variedade musical viveu sua fase crescente nos últimos anos e atualmente parece mostrar uma cena imersa numa fase de estagnação, já que as inovações aparecem cada vez menos e o número de bandas que percorrem pela mesmas bases e ambientações eletrônicas só aumentam. O duo Phantogram apresenta agora em 2014 seu segundo álbum de estúdio, que não faz feio enquanto produção e dedicação, mas também não se distancia da afirmativa de repetição, como comentado na abertura.

O disco Voices elucida a música Pop através de sintetizadores bem aplicados, enviezando-se por caminhos diferentes no decorrer do material, às vezes mais próximos de sonoridades de hits urbanos e catárticos, como em Fall in Love, ou esticando-se para um rumo mais obscuro e melodicamente que até evocam guitarras e vagas lembranças de um Radiohead à la Lotus Flower e 15 Step na canção que abre, Nothing But Trouble.

O álbum ainda se dilui em baladas pseudo-românticas embasadas pela música Eletrônica sem qualquer princípio de novidade ou diferencial, como pode ser ouvido em Bad Dreams, e The Day You Died, soando como uma versão insossa e Lo-Fi de Ladytron ou The Raveonettes, com os vocais de Sarah Barthel – que não agregam muito valor às faixas e, na verdade, as deixam ainda mais cansativas.

O fato é que a dupla nova-iorquina não se mostra despreparada para lançar um novo disco ou compor novas canções, no entanto, pode ser considerado como uma boia inflável singrando um mar agitado, podendo sobreviver a uma tempestade com sorte, ou não, ofuscada até mesmo por nomes iniciantes como CHVRCHES, que trazem muito mais inovação, e vagando entre o pseudo-sombrio e o Indie Pop sem ter o cacife de bons nomes de cada extremo, como Chromatics, Chairlift ou Passion Pit.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.