Resenhas

The Black Keys – El Camino

Apontando novas direções, o sétimo disco da dupla Dan e Patrick pode não empolgar tanto os fãs que vão precisar se acostumar com as mudanças no som da banda, como no primeiro single “Lonely Boy”

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Ano: 2011
Selo: Nonesuch
# Faixas: 11
Estilos: Garage Rock, Blues Rock, Rockabilly
Duração: 37:45
Nota: 3.0
Produção: Danger Mouse
Livraria Cultura: 29105646

Muito aguardado pelos fãs, El Camino, o novo e sétimo álbum do The Black Keys está prestes a chegar às prateleiras, e está bem diferente. Com novas influências, como The Clash e o Rockabilly, Dan e seu comparsa Patrick mudaram a cara da banda não para pior, nem para melhor, mas mudaram.

O álbum foi gravado no estúdio de Dan em Nashville, Tennessee. Com parceria do produtor Brian Burton, conhecido como Danger Mouse (o mesmo dos últimos 2 discos), a dupla gravou praticamente tudo ao vivo numa sala, com os sons de guitarra e bateria se misturando nos microfones de captação, dando um aspecto mais cru à gravação.

O disco começa com a primeira música de trabalho, Lonely Boy, que já esboça a nova cara do álbum. Sem riffs suingados e lentos, o Black Keys apostou em ritmos mais rápidos (definiticamente, a maior mudança no som), mostrando a influência do rockabilly e se distanciando um pouco do blues. O primeiro riff de guitarra do disco é muito caracterizado blueszísticamente, mas para por ai. O refrão é bem diferente do antigo Black Keys, bem rápido e com uma segunda voz, feminina, presente em outros momentos do disco também, algo inédito em sua discografia.

A segunda faixa, Dead And Gone, com cara de lamento, começa mostrando algo que vem sendo incorporado à banda desde o Brothers (2010), que é o peso e a importância muito maior do baixo e do teclado nas músicas. A quarta, Little Black Submarines, uma das mais legais do álbum, começa diferente do resto, apenas voz e violão, e no meio somos surpreendidos com um belo riff de guitarra somado a uma bateria no melhor estilo Black Sabbath.

Money Maker e Stop Stop nos trazem algo relativamente diferente: um pequeno solo de guitarra, que não costuma aparecer nas músicas da banda, que na maioria são apenas rítmicas. A décima faixa, Nova Baby, é bem legal também, tem um ritmo mais pop e feliz, faz você se imaginar numa estrada americana no verão com o vento nos cabelos. Mind Eraser, a última, tem um aspecto mais misterioso, porém é bem fraca e não se destaca das outras músicas do disco, fazendo com que o álbum tenha um fechamento mais para baixo.

Sendo assim, a nova roupagem do Black Keys deixa um pouco a desejar aos antigos fãs que adoravam o pesado blues com cara de garagem que a banda tinha, porém mostra um novo lado, mais rápido e “pop” da banda. Só resta saber se Patrick conseguirá acompanhar seu dupla com seu novo ritmo.

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BOM PARA QUEM OUVE: The Kills, Alabama Shakes

Autor:

Vegetariano, rabugento, ouvindo e fazendo música