Resenhas

The Black Keys – El Camino

Apontando novas direções, o sétimo disco da dupla Dan e Patrick pode não empolgar tanto os fãs que vão precisar se acostumar com as mudanças no som da banda, como no primeiro single “Lonely Boy”

4,674 total views, no views today

Ano: 2011
Selo: Nonesuch
# Faixas: 11
Estilos: Garage Rock, Blues Rock, Rockabilly
Duração: 37:45
Nota: 3.0
Produção: Danger Mouse
Livraria Cultura: 29105646

Muito aguardado pelos fãs, El Camino, o novo e sétimo álbum do The Black Keys está prestes a chegar às prateleiras, e está bem diferente. Com novas influências, como The Clash e o Rockabilly, Dan e seu comparsa Patrick mudaram a cara da banda não para pior, nem para melhor, mas mudaram.

O álbum foi gravado no estúdio de Dan em Nashville, Tennessee. Com parceria do produtor Brian Burton, conhecido como Danger Mouse (o mesmo dos últimos 2 discos), a dupla gravou praticamente tudo ao vivo numa sala, com os sons de guitarra e bateria se misturando nos microfones de captação, dando um aspecto mais cru à gravação.

O disco começa com a primeira música de trabalho, Lonely Boy, que já esboça a nova cara do álbum. Sem riffs suingados e lentos, o Black Keys apostou em ritmos mais rápidos (definiticamente, a maior mudança no som), mostrando a influência do rockabilly e se distanciando um pouco do blues. O primeiro riff de guitarra do disco é muito caracterizado blueszísticamente, mas para por ai. O refrão é bem diferente do antigo Black Keys, bem rápido e com uma segunda voz, feminina, presente em outros momentos do disco também, algo inédito em sua discografia.

A segunda faixa, Dead And Gone, com cara de lamento, começa mostrando algo que vem sendo incorporado à banda desde o Brothers (2010), que é o peso e a importância muito maior do baixo e do teclado nas músicas. A quarta, Little Black Submarines, uma das mais legais do álbum, começa diferente do resto, apenas voz e violão, e no meio somos surpreendidos com um belo riff de guitarra somado a uma bateria no melhor estilo Black Sabbath.

Money Maker e Stop Stop nos trazem algo relativamente diferente: um pequeno solo de guitarra, que não costuma aparecer nas músicas da banda, que na maioria são apenas rítmicas. A décima faixa, Nova Baby, é bem legal também, tem um ritmo mais pop e feliz, faz você se imaginar numa estrada americana no verão com o vento nos cabelos. Mind Eraser, a última, tem um aspecto mais misterioso, porém é bem fraca e não se destaca das outras músicas do disco, fazendo com que o álbum tenha um fechamento mais para baixo.

Sendo assim, a nova roupagem do Black Keys deixa um pouco a desejar aos antigos fãs que adoravam o pesado blues com cara de garagem que a banda tinha, porém mostra um novo lado, mais rápido e “pop” da banda. Só resta saber se Patrick conseguirá acompanhar seu dupla com seu novo ritmo.

4,675 total views, 1 views today

BOM PARA QUEM OUVE: The Kills, Alabama Shakes

Autor:

Vegetariano, rabugento, ouvindo e fazendo música