Jack Ü: Skrillex + Diplo em Diversidade Explosiva

Show da dupla pode ser um dos mais agitados do festival

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Parece quase que tradição dos organizadores do Lollapalooza escalar em meio a seu diverso line up uma bomba da música Eletrônica e, quando falamos em “bomba”, isso implica em todas as qualidades possíveis. Em sua primeira edição, Skrillex comandou o Palco Perry disputando horário com a realeza Indie de Foster The People. No ano seguinte, Knife Party despertou a fúria do público em uma violenta e arrepiante apresentação. 2014 foi o ano dos malucos por Culture Bass saírem destruídos do espetáculo do DJ Baauer e 2015, por sua vez, trouxe de volta Skrillex junto ao festivo e empolgante Major Lazer (de Diplo). Por mais impossível que pareça a tarefa, parece que a cada ano o festival escolhe uma banda que nos deixa mais esgotado do que no ano anterior.

Desta vez, a explosão vai ficar por conta do aclamado duo Jack Ü, formado pelo já conhecido da casa Skrillex e Diplo. Uma das ascensões mais meteóricas dentro da música Eletrônica e ganhador do Grammy de melhor disco de Dance/Eletrônica de 2016, o projeto é bastante ambicioso e quase sempre tende a buscar novas formas de atualizar referências, por tanto cada show é diferente um do outro. Há até rumores de que o próprio MC Bin Laden (Tá Tranquilo, Tá Favorável) irá se encontrar com a dupla para uma sessão de criação de beats. Se você ainda não sabe se irá ao show de Jack Ü, aqui vão alguns motivos pelos quais é uma praticamente uma obrigação você comparecer a este espetáculo.

Skrillex

Cada integrante de Jack Ü é um motivo para assistir este show. Skrillex, por sua vez, é um dos nomes mais relevantes da música Eletrônica atual e sua versatilidade ao longo da carreira é algo que pode transparecer bastante nesta apresentação Desde a criação de faixas que exploram a maior abrangência possível de frequências, passando por Dubsteps violentos e recentes flertes com Trap, todas as suas faixas podem aparecer em meio ao setlist da dupla, diversificando um pouco mais e saindo da necessidade de se tocar o disco inteiro de estreia de Jack Ü. Sonny Moore costuma trazer lados mais agressivos da música Eletrônica, o que deve fazer o público apreciar o show de forma bem explosiva.

Diplo

Gostando ou não, não tem como negar que Diplo é um produtor de hits. Seja em seu tímido projeto solo, ou auxiliando em centenas de composições mundo a fora com seu Major Lazer, como a excelente Lean On, parceria com a cantora , e o divertido Earthquake, o produtor e DJ tem referências certas para fazer com que ao menos uma das músicas do setlist te faça dançar à exaustão. É sempre bom quando o DJ faz aproximações com a cultura musical do país que sedia o show em questão, fato que Diplo fez em 2015, quando reproduziu faixas de Waleska Popozuda e MC Brinquedo em meio a composições do Major Lazer. A mistura entre os dois DJs é o que dá a precisa sensação de constante movimento durante a apresentação, que nos deixa totalmente esgotados e plenamente satisfeitos.

Justin Bieber

Talvez o maior feito de Jack Ü tenha sido buscar uma referência que poucos apostavam que iria dar certo. Quase declinando sua carreira, a produção destes singles fortíssimos de Justin Bieber o recolocou no mapa da relevância Pop mundial fazendo muitas pessoas terem sentimentos mistos ao escutar ótimas canções como Where Are Ü Now e a co-produzida Sorry, afinal, elas lembravam que aquele é o mesmo garoto que nos proporcionou músicas tão desgraçadas e chicletes quanto Baby e Never Say Never. Pode ter certeza que alguma faixa do popstar canadense estará presente no repertório, o que nos dá a oportunidade de dançar ótimas faixas sem precisar comprar um ingresso para o show de Justin Bieber como obstáculo.

Disco

Mas não se pode falar de Jack Ü sem ao menos mencionar o disco que acabou de levar um Grammy. Embora a relevância do prêmio seja altamente questionável hoje em dia, ainda é louvável que o álbum em questão tenha levado este prêmio. É um trabalho que transita por muitos clichês da música Eletrônica e Pop, mas, ainda sim, é bem divertido a medida que propõe personalidades diferentes de acordo com a parceria da faixa em questão. Esta sensação de diversidade pode ser um dos grandes trunfos do show da dupla, afinal dinâmica e sets bem construídos são o que produzem o diferencial em um mundo com DJs cada vez mais genéricos e pouco inventivos.

Espetáculo

Não tem jeito. A experiência de se escutar Jack Ü não é completa se você não presenciar o show diante de seus olhos. Desde as projeções audiovisuais bem construídas e epiléticas, efeitos pirotécnicos, até uma iluminação composta de luzes estroboscópicas, o conjunto da obra é um evento bastante sensorial. Durante algumas performances ao vivo, é possível ver o público completamente maluco e dançando desenfreadamente, em um mix de passos de dança e improviso que faz até o mais pé-de-valsa-quebrada querer pular incessantemente. Uma passada rápida por esta apresentação pode te convencer bastante a não perder o show, que ocorre neste 13 de março.

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.