Skrillex e Diplo: a união explosiva de Jack Ü

Dupla comandou show cheio de surpresas ao público brasileiro

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Fotos: I Hate Flash/Lollapalooza

Se Skrillex já havia no ano passado feito um show épico, ao se juntar a Diplo (um dos nomes por trás do trio Major Lazer, que também se apresentou no festival no ano passado) a expectativa seria ainda maior. E tanta ansiedade já era vista ao longo do dia quando se avistava em todo canto camisetas de Jack Ü ou dos projetos solos de Skrillex ou Diplo. Fazendo um show a altura de tanta antecipação, os dois produtores botaram multidão para dançar em um set recheado de singles potentes e remixes muitas vezes irreverentes.

Inegavelmente divertido, o show foi composto por distintas partes que carregavam o DNA dos dois músicos. O Dubstep de Skrillex deu as caras já no começo da apresentação com seus drops fortes, baixos potentes e construções melódicas carregadas e irregulares. A parte de Diplo na mistura veio pela diversidade de ritmos e estilos trazidos às pick ups, seja algum sub-estilo mais brando da música Eletrônica ou mesmo o forró eletrônico de Wesley Safadão, um dos vários artistas brasileiros que apareceram no repertório do duo.

Dono de um dos maiores públicos do festival, o show foi composto em grande parte por singles potentes, sejam os próprios, como Where Are Ü Now, To Ü e Take Ü There, ou ainda de outros artistas, como Get Low, de Dilon Francis. Até mesmo Bangarang, clássico de Skrillex, deu as caras no set (em um mash up bastante divertido com Lean On, do grupo de Diplo, Major Lazer). Até mesmo as faixas mais bombadas da atualidade tiveram seu lugar no show, como Work, de Rihanna, Sorry, de Justin Bieber, Summer, de Calvin Harris, ou ainda Hello, da Adele. Invariavelmente, elas ganhavam os explosivos contornos do Dubstep e Trap em uma dançante mistura.

A música brasileira também teve espaço no show, seja como o remix de Safadão, feito por Omulu, ou com hits nacionais, como Baile de Favela e Tá Tranquilo, Tá Favorável, que contou com a presença do próprio MC Bin Laden no palco, gerarndo alguns dos momentos mais divertidos e ovacionados pelo público. A presença do funkeiro já era esperada por quem acompanha os músicos em redes sociais, mas é inegável a surpresa ao ver aquilo realmente acontecendo. Certamente, este foi um dos pontos mais altos do show, para não dizer do festival como um todo.

A apresentação não foi conduzida só pela música, mas também pelos DJs, que a todo momento pegavam o microfone para dizer alguma coisa ao público ou pedir mãos para o alto ou alguma outra dança (como um polichinelo pedido por Diplo). Os telões também serviam como elementos importante do show, sendo ao mesmo tempo um integrante e resumo do hiperativo espetáculo que todos acompanhavam dançando. Esbanjando preparo e despejando hits, a dupla teve o público em suas mãos durante todo a apresentação.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts