Uma Bela Festa na Chuva com Of Monsters and Men

Banda islandesa esquentou a tarde de garoa com seu Indie Folk acalorado e conseguiu envolver toda uma multidão no primeiro dia de Lollapalooza

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Fotos: Fernando Galassi / Monkeybuzz

Formulei uma mini-teoria durante o show da Of Monsters and Men no Lollapalooza e comentei com os amigos à minha volta. Eles concordaram, mas eu precisava de mais algumas provas para considerar minha ideia como certa. Dias depois, mostrei pelo YouTube a apresentação da banda islandesa para meus avós – um casal que ouve apenas música clássica e um ou outro popular, mas só com algum apelo folclórico/regional que lhes interesse. Os olhos sorridentes dos dois me comprovaram: É muito difícil não curtir a música que o grupo faz.

E isso fica mais do que evidente quando vemos a multidão que não apenas se acumulou no primeiro dia de festival em torno do Palco Butantã, mas que chegou mais cedo justamente para ver como é ao vivo o som de um grupo tão novo (formado em 2009) e com apenas um álbum lançado – o simpático My Head Is an Animal.

Assim como o disco, a apresentação daquele início de tarde foi aberta da mesma forma que o disco, com Dirty Paws. O “la la la – la la la – la” do refrão foi entoado em uníssono pelo grande público com medo da chuva que ameaçava cair – e quando ela finalmente decidiu aparecer, não chegou a ser um problema para ninguém.

Pelo contrário. Além de refrescar, o clima estava ótimo com os músicos todos fazendo com que todos cantassem junto canções como Six Weeks, Lakehouse e Your Bones, além das mais conhecidas Little Talks, Mountain Sound e King and Lionheart. Por mais gente que o espaço tivesse, a sensação era mesmo que todos compartilhavam um só momento, ligados pela garoa e pela música.

E não é fácil tornar um momento tão expansivo desses em algo envolvente e quase íntimo. Se shows com bandas que usam violões ficam melhores em locais pequenos, o Indie Folk acalorado da Of Monsters and Men cai muito bem com uma tarde de sol no gramado – e conseguiu embelezar a garoa e a lama que tínhamos naquela sexta-feira.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.