Resenhas

Prince – Art Official Age

Artista icônico continua explorando seus exageros tão complexas quanto Pop

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Ano: 2014
Selo: Warner Music
# Faixas: 13
Estilos: R&B, Soul, Pop Experimental
Duração: 53:17
Nota: 3.0
Produção: Prince

Prince é uma marca, uma lenda, todo um jeito de fazer música ou o exagero que você escolher. Seja ele qual for, o fato é que são pouquíssimos os artistas que chegam a seu 33º álbum em quase 40 anos de carreira em uma intersecção entre o que consegue agradar o mainstream e a vanguarda. E Art Official Age é isso mesmo. É um disco que vai do breguíssimo ao cool em questão de segundos, tudo com um inegável e louvável selo Prince de qualidade.

Os exageros começam na introdução, com Art Official Cage (sim, “Cage” dessa vez), que parece um mash up de Get Lucky (sim, Daft Punk com samplers de Dance Music feito para uma vinheta de televisão. Em seguida, vem a já mostrada Clouds, com Lianne La Havas, que nos relembra que um beijinho no pescoço é bem melhor do que um no ombro. É mais que lasciva, é sacana.

E esse é um termo que vem bastante à mente quando ouvimos o disco, seja pelas brincadeirinhas com clichês (This Could Be Us sendo o maior exemplo, com frases soltas sussurradas sensualmente para começar já no refrão “This could be us/but you be playin’/This could be us/But you keep on fooling around”) ou, em outro sentido, pela qualidade quase absurda dessas músicas.

Ouça BREAKDOWN e comprove o quanto tudo ali impressiona. The Gold Standard vem para matar a sede que qualquer um poderia ter de novidades do músico, sendo a mais “essencialmente Prince” de todo o disco, que segue com músicas dançantes e baladas sensuais, sempre acompanhado de belas vozes femininas e uma ambientação cheia de cores e brilho.

No fim das contas, são as faixas complexas e geniais como FUNKNROLL que te fazem parar pra prestar mais atenção no que está ouvindo, mas as mais Pop (como Breakfast Can Wait) conseguem roubar a cena em um disco que seria muito cansativo sem elas. Porque, sim, por mais qualidade que as faixas tenham, todo seu exagero logo vira excessivo. Não é um álbum que você vai ouvir sempre, mas vai poder aproveitar sempre que colocá-lo pra tocar.

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BOM PARA QUEM OUVE: Kimbra, Daft Punk, Kindness
ARTISTA: Prince
MARCADORES: Pop Experimental, R&B, Soul

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.