Resenhas

SILVA – Claridão

O James Blake do país tropical apresenta um Pop sincero com belas nuances da Chillwave que transita facilmente entre o Indie e o mainstream

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Ano: 2012
Selo: SLAP
# Faixas: 12
Estilos: Chillwave, Indie Pop, Synthpop
Duração: 50:45
Nota: 4.5

O clima Chillwave que ronda a sonoridade do cantor SILVA, desde o lançamento de seu primeiro EP homônimo, foi um quesito um tanto inoportuno para um músico original do Brasil, mas não de se duvidar devido à vasta experiência e vivência musical da qual Lúcio Silva já se cerca há algum tempo, tendo habilidade e conhecimento de instrumentos de teclas e cuidado com o bom uso das cordas mais eruditas em seu estilo etéreo.

Trazendo, em sua maioria, faixas já pré apresentadas ao seu público tanto em seu primeiro trabalho físico, quanto em doses homeopáticas através de audições gratuitas e apresentações ao vivo, o músico fez um bom terreno para o que viria a sair agora em outubro, sem perder o timing e já emplacando em arranjos mais aperfeiçoados em músicas com grande potencial de hit e de maior retorno. Uma saída sábia e que funcionou bem – fica a dúvida se por eventualidade ou planejamento.

Caminhar entre o público Indie pirracento e agradar ao mainstream, e fazer até mesmo os mais idosos cercados de ideais se encantarem por um som tão jovial, não é um caminho fácil a ser trilhado, no entanto, a banda traz novidade eletrônica e harmonia classuda que encanta facilmente, um Pop esperto e sincero que usa como base sintetizadores que recolhem o melhor de diferentes épocas unidos a percussões diferenciadas, que cercam-se dos sons mais metalizados até os mais secos. Versões facilmente notadas na já conhecida 12 de Maio e nas novas Ventania, 2012 e Claridão.

O rapaz, que pode ser tido como o James Blake do país tropical, traz a ginga e balanço a um som que tem potencial de início apenas para apreciação e reflexão. Além do Electro desacelerado, ele mescla momentos mais acústicos, como em Posso e A Visita, mostrando novamente sua versatilidade. O apanhado geral não vem recheado de tantas novidades a quem acompanha frequentemente a recém-nascida carreira de SILVA, mas desperta o maior conhecimento e mostra um pouco mais do talento capixaba que desponta fácil do mais do mesmo encontrado em tantos barzinhos por aí.

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BOM PARA QUEM OUVE: Taken By Trees, Toro y Moi, James Blake
ARTISTA: SILVA

Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.