Resenhas

Brian Eno – Lux

Depois de alguns lançamentos experimentando com outros gêneros, o músico volta às suas raízes da Ambient Music neste novo trabalho

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Ano: 2012
Selo: Warp
# Faixas: 4
Estilos: Ambient Music
Duração: 1:15:23
Nota: 3.0
Produção: Brian Eno

Brian Eno é, sem dúvida alguma, um dos artistas mais importantes de século 21. Suas obras se estendem da música às artes visuais, mas sua maior colaboração é no campo musical, não só como o principal inovador da Ambient Music, mas também como filósofo musical, produtor e compositor que ajudou a construir as fundações do Art Rock e Pop. Brian, durante toda sua carreira, além de lançar diversos trabalhos solos, colaborou com muita gente importante – Lou Reed, Phillip Glass, David Byrne e David Bowie são só alguns exemplos desta extensa lista. E, se você ainda não conhece nenhum de seus trabalhos anteriores, tenha em mente que Eno é um músico experimental e, como tal, sua música pode não ser tão fácil para todos.

Mesmo que seus últimos lançamentos tenham seguido alguns caminhos dentro da Ambient Music, é somente em Lux que Eno volta às suas origens e faz um disco inteiramente dedicado ao gênero. Aqui você encontrará somente quatro músicas, mas cada uma chega quase aos 20 minutos de duração, e que lentamente se constroem quase imóveis à base de sintetizadores, guitarras, piano e, em algumas faixas, um conjunto de cordas.

Lux é mais um desses experimentos de Brian, que parece lentamente pincelar notas em uma tela musical composta por poucos traços, porém que conseguem criar ambientações e paisagens sonoras realmente belas. E, de fato, comparar sua música com quadros é uma boa forma de se tentar entender as faixas deste disco.

Escutá-las é como olhar para uma pintura, em que não se encontra um começo ou fim para a obra, e mesmo que músicas tenham um começo e um fim, aqui elas parecem não mostrá-los, por não apresentar quase nenhuma progressão ou grandes mudanças.

Esta obra se baseia na imobilidade e para tal se utiliza de poucos elementos e sons, fazendo, para alguns, um disco sonolento. Mas cada elemento tem seu papel e, a partir de poucos movimentos, eles conseguem projetar de forma calma e suave belíssimas paisagens musicais.

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BOM PARA QUEM OUVE: Veenstra, Lindstrøm, Andy Stott
ARTISTA: Brian Eno
MARCADORES: Ambient Music

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts